Ir mais longe

O projecto Trëma está lançado no desafio de ir mais longe.

Pretendemos agora, de acordo com uma ideia inicial ainda não concretizada, a ligação ao Brasil.

Estão a ser feitos convites. Esperamos bons retornos!

Diálogo Tremático

- Trema?
- Trëma!
- Foi o que eu disse...
- Não foi, não! Faltava o sinal...
- O quê, aqueles "dois pontos" deitados em cima do "e"?
- Sim, aquilo é um trema...
- Então tenho duas questões: a) Trema leva trema? e b) O trema não foi desAcordado?
- Começando pela segunda: foi, mas aqui foi ressuscitado. Quanto à primeira: não sei, mas acho
que é um sinal bonito, e até um pouco provocatório...
- Estou convencido.
- Pois então escrevamos e tremamos... e comamos e bebamos ... se for caso disso!

JV

Concurso Internacional de Short Stories sobre Biologia sintética

O grupo de investigação SYBHEL (Synthetic Biology for Human Health, the Ethical and Legal Issues) acaba de lançar um concurso internacional de short stories, subordinado ao tema «Synthetic Biology & Human Health: Myths, Fables & Synthetic Futures». Mais informações seguindo este link.

A equipa R'lyeh Dreams - do fórum à edição de autor




Nascida em 2007 num fórum de Banda Desenhada, após um desafio lançado por Rui Ramos, a R'lyeh Dreams, reúne autores nacionais dispersos pela Península Ibérica empenhados em desenvolver aventuras do género fantástico.

Publicaram duas edições de autor:



- Murmúrios das Profundezas - Troféu Central Comics para Melhor Fanzine em 2009.

Álbum de contos inspirados na mitologia lovecraftiana.

video


http://murmuriosdasprofundezas.blogspot.com/


- Voyager - tomo 1

Série de aventuras de um turista capaz de saltar pelas várias dimensões do multiverso.

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http://voyagerbd.blogspot.com/


Em 2009, foram pioneiros em Portugal com a primeira twittirização de contos.

http://twitter.com/VoyagerBD

http://kuentro.weblog.com.pt/arquivo/269932.html

Actualmente, estão a trabalhar na continuação da série Voyager, já com dois volumes em preparação.


A minha próxima história a aguardar publicação. Sigam os caminhos da Emergência mutante entre Lisboa e Sintra, em nova ligação universal!

Num muito próximo futuro, uma história a acompanhar ao som de:

Carl Orff
Chris Egan e Trystan Francis
Vangelis
Pedro Abrunhosa

(E mais de lista própria).

Dog Mendonça e Pizzaboy II - APOCALIPSE


A banda desenhada de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa ganha vida neste trailer do realizador de "Bats in the Belfry".

argumento e diálogos Filipe Melo | desenhos Juan Cavia | cor Santiago Villa | adaptação sequencial Martin Tejada | produção Paula Diogo e Filipe Melo | legendagem e paginação Pedro Semedo e Pixel Reply | edição Tinta-Da-China | prefácio George A. Romero

realização João Alves | adaptação de cenários Mónica Loureiro | animação João Alves e Mónica Loureiro | vozes Nicolau Breyner, João Alves | música Miguel Cordeiro | guitarras Ricardo Barriga | mistura musical Tiago de Sousa | agradecimentos Rita Soares, Anabela Faria, Paulo Silva, Sandes de Fiambre, João Batista, Sandra Lopes

Submissões e avaliações Trëma

Uma muito breve análise de conjunto:

Há submissões em várias áreas, desde contos a uma peça de teatro a ilustração.

Estas primeiras submissões têm uma qualidade muito díspar, sendo algumas muito boas, de acordo com os nossos critérios de avaliação.

As avaliações de formação de cada uma, direccionadas a cada autor, estão a ser preparadas.

Fórum Fantástico 2011


Vem aí o Fórum Fantástico!

ACAF - Associação Cultural de Arte Fantástica


No Brasil foi criada uma nova associação - a ACAF - Associação Cultural de Arte Fantástica:

"A ACAF é formado por um grupo de produtores culturais, cineastas, editores, escritores, artistas, entre outros que se juntaram para unir forças em prol do gênero fantástico no país. Entre seus objetivos está o de divulgar, estimular e promover as produções do gênero junto ao público em geral e a rede cultural. Pretende ser referência para todos os interessados em conhecer, pesquisar ou manter relações com a arte e as técnicas do gênero para todo e qualquer meio cultural." (Fantástica, 10/10/2011)

World Fantasy Convention 2011


“Dear friends, are you afraid of death?”

Assim se apresenta a novela seleccionada este ano pelos World Fantasy Awards, "Who Fears Death" de Nnedi Okorafor.

Saibam mais sobre este e os outros prémios no site da World Fantasy Convention.

Fantástico português - edições e novidades

Em reentrada pós-Verão, a equipa Trëma destaca algumas novidades e livros do Fantástico português, que recomeça a emergir:

- Vai haver publicação simultânea da Antologia Fantasporto 2012 em Portugal e no Brasil. A antologia de contos está a ser coordenada por Rogério Ribeiro, ex-editor da revista Bang! e organizador da convenção Fórum Fantástico e das palestras Conversas Imaginárias. A edição portuguesa está sob os cuidados de Pedro Reisinho, editor da 1001 Mundos. A edição brasileira está sob os cuidados de Richard Diegues, editor da Tarja Editorial e autor de diversos romances, incluindo o renomado livro de FC, “Cyber Brasiliana”, além de participações em dezenas de antologias de contos e coletâneas de novelas.

-  "Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa" está já nas livrarias.  Lê-se na contracapa: "Houve um tempo em que heróis mascarados corriam as ruas de Lisboa à cata de criminosos; em que navegadores quinhentistas descobriam cidades submersas e tecnologias avançadas; em que espiões nazis conduziam experiências secretas no Alentejo; em que detectives privados esmurrados pela vida se sacrificavam em prol de uma curvilínea dama; em que bárbaros sanguinários combatiam feitiçaria na companhia de amazonas seminuas; em que era preciso salvar os colonos das estações espaciais de nome português; em que seres das profundezas da Terra e do Tempo despertavam do torpor milenário ao largo de Cascais; em que Portugal sofria constantes ataques de inimigos externos ou ameaças cósmicas que prometiam destruí-lo em poucas páginas, antes de voltar tudo à normalidade aquando do último parágrafo."

- "O Pequeno Deus Cego", uma banda desenhada escrita pelo David Soares, desenhada por Pedro Serpa e legendada por Mário Freitas foi lançada no festival internacional de banda desenhada Amadora BD. Aqui fica a apresentação: "A vida da pequena Sem-Olhos torna-se uma tragédia quando a mãe determina que ela seja iniciada num sangrento rito tradicional, mas ainda mais doloroso é o grande segredo da família, oculto no passado, que duas personagens misteriosas irão desmascarar. Poderá Sem-Olhos ser um pequeno deus sobre a terra? O Pequeno Deus Cego é uma história alegórica, de contornos herméticos, passada numa fabulada China ancestral. Filosófica e visceral, em simultâneo, é uma banda desenhada que irá resgatar o leitor das trevas para a luz."

- "O Sangue e o Fogo" é o novo livro do António de Macedo. Algumas linhas, para aguçar o apetite: "Quem se atreverá a entreabrir a porta do perigoso quarto onde se guarda e se esconde, da vista dos profanos, o código que decifra o segredo dos segredos? Prepare-se para uma viagem fantástica que começa nas ruínas da lendária Khalôm, cujas ruas eram percorridas pelas almas dos mortos porque um terrível sortilégio impedia o acesso às regiões celestes a quem morresse dentro das suas muralhas; uma viagem que continua com o choque entre os fanáticos rigores da Inquisição e as acções de bruxas que assolam uma vila no Alentejo; uma viagem que termina com um professor que capta as frases ditas por Jesus um mês antes da sua crucificação e que podem abalar os pilares em que assentam os principais dogmas da Igreja."

Ursula K. Le Guin e a fantasia de plástico

"Commodified fantasy takes no risks: it invents nothing, but imitates and trivialises. It proceeds by depriving the old stories of their intellectual and ethical complexity, turning their action into violence, their actors to dolls, and their truthtelling to sentimental platitudes. Heroes brandish their swords, lasers, wands, as mechanically as combine harvesters, reaping profits. Profoundly disturbing moral choices are sanitized, made cute, made safe. The passionately conceived ideas of the great storytellers are copied, stereotyped, reduced to toys, molded in bright-coloured plastic, advertised, sold, broken, junked, replaceable, interchangeable."


Ursula K. Le Guin - "Tales from Earthsea"

Tolkien - novas línguas para novas histórias?

"J.R.R. Tolkien created many languages throughout his life. He wrote in one of his letters that the tales of Middle-earth (The Hobbit, The Lord of the Rings, The Silmarillion, etc) grew from these languages, rather than the languages being created for use in the stories." (Omniglot)

ENTREMURALHAS – Festival Gótico 2011


O ENTREMURALHAS – Festival Gótico 2011 decorrerá no Castelo de Leiria, nos dias 29, 30 e 31 de Julho.

De acordo com os organizadores, o magnífico monumento medieval - onde se cruzam traços arquitectónicos de períodos como o Românico, Gótico Dionisino, Gótico Joanino e Romântico Korrodiano - volta a receber bandas de culto mundial.

O evento conta também com exposições e conferências.

Conversas Imaginárias - (revi)ver online



Começando (p.e.) pelo painel "Contos: O Fantástico em dose concentrada", onde se questionam aspectos como o de o conto pressupor a existência de um momento de revelação e a prosa mais longa constituir uma vivência em que se entra, se acompanha, que evolui, através das personagens. Ou o da importância acrescida do trabalho das palavras na ficção curta.

E prosseguindo, por cada um dos painéis disponíveis em vídeo: "O Porto Fantástico e o Fantástico no Porto", "Marionetas do Porto", "Arte Fantástica", "Novas Formas de Publicação em Portugal".

Eurocon - “All stories are true”

Para quem não teve oportunidade de estar presente na Eurocon, a convenção anual europeia de ficção científica (que teve lugar nos passados dias 17 a 19 de Junho, em Estocolmo), está disponível online um pequeno livro do evento (em inglês), com ideias como a de que “All stories are true” ou a (do Ray Bradbury) de que "Science-fiction balances you on the cliff. Fantasy shoves you off."

"In Other Worlds: SF and the Human Imagination"


"In Other Worlds: SF and the Human Imagination is Margaret Atwood's account of her relationship with the literary form we have come to know as "science fiction." This relationship has been lifelong, stretching from her days as a child reader in the 1940s, through her time as a graduate student at Harvard, where she worked on the Victorian ancestors of the form, and continuing as a writer and reviewer. This book brings together her three heretofore unpublished Ellmann Lectures of 2010 — "Flying Rabbits," which begins with Atwood's early rabbit superhero creations, and goes on to speculate about masks, capes, weakling alter egos, and Things with Wings; "Burning Bushes," which follows her into Victorian otherlands and beyond; and "Dire Cartographies," which investigates Utopias and Dystopias. In Other Worlds also reprints some of Atwood's key reviews of other practitioners of the form and thoughts about SF. She also elucidates the differences — as she sees them — between "science fiction" proper and "speculative fiction," as well as "sword and sorcery/fantasy" and "slipstream fiction." For all readers who have loved the work of Margaret Atwood, especially The Handmaid's Tale, The Blind Assassin, Oryx and Crake, and The Year of the Flood, In Other Worlds is a must."

Disponível a partir de Outubro de 2011. Aguarda-se!

RPGs no Conversas Imaginárias 2011


Jogos com sonhos e histórias dentro - a escutar no Jogador-Sonhador.

Gravado ao vivo no Clube Literário do Porto com a Ana Cláudia Silva, o Jorge Palinhos e o Rogério Ribeiro. Uma apresentação dos RPGs - Role-Playing Games ao público do evento Conversas Imaginárias e uma conversa sobre como estes jogos se encaixam com o Fantástico.

Sobre as formas do Fantástico: Cortázar


"Desde muito pequeno existe esse sentimento de que a realidade para mim não era apenas o que a professora ou minha mãe me ensinavam e o que eu podia verificar tocando e cheirando, mas que existiam, além disso, contínuas interferências de elementos que não correspondiam, no meu sentimento, a esse tipo de coisas. Essa foi a iniciação do meu fantástico. Quer dizer, não é um fantástico fabricado, como o fantástico da literatura chamada gótica, em que se inventa todo um aparato de fantasmas, de espectros, toda uma máquina de terror que se opõe às leis naturais, que influi no destino dos personagens."

***

"A margem de pensamento dos adultos me parecia muito pequena no círculo da minha família, que era o único que eu conhecia. [...] Mas o fato é que, sendo precoce no campo das intuições, percebia no vocabulário dos adultos – aliás, um reflexo da realidade deles – que eles viam a realidade de um modo diferente do meu. Pois bem, percebia então naquele vocabulário uma espécie de desajuste.
Quando ouvia certos lugares-comuns, tinha a impressão de que provavelmente a verdade era o avesso daquilo. Naturalmente, a criança não diz essas coisas porque corre o risco de levar um tabefe, sobretudo nessas casas argentinas onde criança é criança e adulto é adulto e justamente por isso tem sempre razão. Nem precisa saber mais: basta ser adulto para ter razão. Mas, enfim, tudo isso é para explicar que não existe um momento no qual eu tenho definido o fantástico. Havia um mundo paralelo, misturado ao mundo de todos os dias, o mundo das escola e o mundo da casa, e eu me movia entre um e outro, flutuando."

Trechos de "O fascínio das palavras – entrevistas com Júlio Cortázar", de Omar Prego (descobertos no Atelier da Escrita -RJ), que levam a pensar nas várias emergências e correntes do Fantástico.

Sobre escrever: Alan Moore e a (re)criação de personagens

"(...)Wired: The League is interesting because of its dependence on that vast canon. Everything from pulp up through every novel that's been written gets hologrammed.

Moore: In the first two volumes we were dealing mainly with characters from literature, because characters from literature were all that were around up until roughly the end of the 19th century. With this one, the first one set in 1910, we're using characters from the stage as well as literature. We're using the whole Threepenny Opera storyline. With the second one, set in 1969, we've got access to all of the films and television that were around then. The third part, set in the present day—2008, 2009—we have characters from all of the new media that have evolved over the past 30 years. It is interesting—it is an expanding cast of characters, and I suppose we're attempting to come up with a kind of unified field theory of culture that actually links up all of these various works, whether they're high culture or low culture or no culture.

Wired: How do you position yourself on the continuum from homage to parody to commentary? If you're engaging with all of these other texts to try to do what they did, to talk about what they did?

Moore: It varies. Like, for example, with the Brecht material we've woven this fairly seamlessly into the existing continuity of The League. Our "Pirate Jenny" is not quite the rather tragic, idle fantasist of Brecht's original. I'll leave it to the readers themselves to see this themselves before I go much further. It's a matter of tying these things in. Sometimes they are lesser-known works that we think should be better known, and we're including them in the hope that people might actually go out and pick up the original books. Sometimes we have characters who are greatly revered that we feel are perhaps too revered, and we would like to give a more accurate picture of them. As an example, there would be the character in The Black Dossier who bears a considerable resemblance to Ian Fleming's James Bond. (...)"

Excerto de uma entrevista de Alan Moore para a Wired Magazine - um pouco sobre a (re)criação de personagens em "The League of Extraordinary Gentlemen" - "A Liga de Cavalheiros Extraordinários", sobre as dificuldades, vias e possibilidades de trabalhar a partir de personagens existentes, conhecidas, de diversos meios.

Sobre escrever: primeiras (de muitas mais) palavras de escritores


"A writer is a person who cares what words mean, what they say, how they say it. Writers know words are their way towards truth and freedom, and so they use them with care, with thought, with fear, with delight. By using words well they strengthen their souls. Story-tellers and poets spend their lives learning that skill and art of using words well. And their words make the souls of their readers stronger, brighter, deeper"

A Few Words to a Young Writer - Ursula K. Le Guin

Despedida (iminente) do trema e surgimento d@ Trëma

Sobre o desaparecimento (iminente) do trema no português do Brasil, por via do Acordo Ortográfico (não o tínhamos no português europeu desde 1945, esta nova despedida prepara-se para 2012, por via do Acordo Ortográfico, ficando restrito às palavras de origem estrangeira e seus derivados), aqui fica um pequeno texto, cheio de humor, que está a circular pela Internet.

Já @ Trëma veio para ficar!


Despedida do TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.

Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...

O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. O dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.

Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C inútil que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.

Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades.. E não vão agüentar!...

Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua, para entrar na história.

Adeus,

Trema

Guidelines para submissão de trabalhos à Trëma

Guidelines para ficção:

São aceites textos de ficção, narrativas inéditas, com o limite de 6000 palavras, preferencialmente em formato .rtf, enviados para o email trema.mag@gmail.com, com o título [submissão trema], seguido do nome do texto. Poderão também ser pontualmente considerados textos que sejam serializados em capítulos de 5000 palavras, desde que seja essa a estrutura original do texto.

O ficheiro de texto deverá ter uma página inicial de rosto, onde figurem o título, uma sinopse e os dados do autor (nome e contactos). A sinopse poderá incluir a descrição do que o autor pretende transmitir com o texto e, no caso de uma proposta de serialização, deverá elucidar obrigatoriamente sobre a lógica da quebra em capítulos e de como cada capítulo funcionará por si próprio. Convém mencionar que, por razões óbvias, os textos com menos de 6000 palavras terão maiores hipóteses de serem publicados.

As temáticas aceites abrangem todos os sub-géneros do Fantástico, num espectro que vai desde o surrealismo à ficção científica hard, passando pela fantasia épica ou urbana, realismo mágico, space opera, steampunk, etc. Mas se as temáticas são assim vastas, já a exigência de rigor com a língua portuguesa e consistência dos mundos e personagens criados são um ponto que queremos que surja em comum a todas. Surpreendam-nos, mas acima de tudo façam-nos acreditar no produto da vossa imaginação!

Direitos:

A submissão à Trëma pressupõe a autorização de publicação, no seu formato digital e em papel, e a não publicação do texto pelo autor, sob qualquer outra forma, antes ou até seis meses depois da saída da respectiva Trëma em papel, salvo acordo prévio com a revista. Pela sua publicação na Trëma em papel, cada autor receberá um exemplar do número onde figurem textos seus. Todos os restantes direitos manter-se-ão propriedade dos respectivos autores.


Guidelines para não-ficção, poesia e artes gráficas:

Neste momento a revista ainda não possui guidelines específicas abertas publicamente para estas categorias. Interessados em colaborar com a revista em não-ficção, poesia ou artes gráficas, deverão contactar directamente a revista através do seu endereço de email, apresentando no primeiro caso uma sinopse do artigo que pretendem submeter, no segundo o(s) próprio(s) poema(s) e, no terceiro caso, a indicação de um portfolio.

Manifesto Trëma



Não será, felizmente, novidade absoluta o lançamento de uma revista de cariz literário particularmente relacionada com o género da ficção especulativa.
No entanto, no caso presente, pretendemos que a nova revista Trëma seja a ponta do icebergue de um projecto mais vasto, com características pouco ortodoxas, e com o qual pretendemos colmatar um vazio que sentimos existir no campo da ficção especulativa em Portugal.

Um novo nome
Optámos pelo nome Trëma por duas razões principais:
1) A intimidação (benéfica) de um processo de avaliação crítico; 2) pela sua existência na grafia brasileira da língua portuguesa, sendo um elemento "alien" em algo que nós tão bem conhecemos; é o alien dentro de nós próprios.

De um novo projecto
Pretendemos dar forma a um projecto que assuma um papel de especial atenção aos criadores e às suas obras, que estabeleça padrões claros em termos de qualidade e de referências, e que faça por participar de forma activa, – informativa e formativa –, para a aplicação desses padrões. Que contribua para a divulgação e debate do que actualmente influencia o mercado editorial, nomeadamente o que afecta as diversas correntes que se aglutinam nesse caótico albergue espanhol comummente apelidado de “género fantástico”.
Outro dos objectivos do Trëma é posicionar-se sem complexos no cerne do que é hoje este género; no qual a uma veia underground longeva, militante e resistente, veio juntar-se a actual moda que, primeiro pela fantasia épica e depois pela fantasia urbana, tem causado um influxo adicional de novos leitores, de novos executantes e de novas publicações. Uma Torre de Babel para a qual interessa criar um (fidedigno) guia de viagem, tentando igualmente contribuir para o seu melhor desenvolvimento e para uma produtiva troca de experiências.
O projecto terá vários componentes, quer apoiados em novas tecnologias quer de carácter presencial; sendo iniciado com o lançamento da Trëma, em formato electrónico e em papel, e com o embrião da sua presença na Internet. Pretende-se ainda que abranja oficinas literárias presenciais, a começar por lançar em breve em Lisboa.

Com uma nova publicação
A revista funcionará de certa forma também como uma oficina literária. Efectivamente, o processo de submissão, e eventual publicação, de textos irá respeitar vários processos diferentes do usual. Assim, cada texto recebido será avaliado por um editor e por dois avaliadores, convidados pela revista entre os profissionais da área; mantendo estes últimos o anonimato durante todo o processo. O autor terá acesso aos comentários dos três, por escrito; excepto se o editor, o único elemento que se identifica pessoalmente, decida previamente que o texto não possui qualidade mínima para ser submetido aos avaliadores, enviando apenas o seu comentário por escrito ao autor.
De uma forma sucinta, o texto poderá ser recusado, com um resumo global das causas dessa recusa, ou poderão ser apontadas mudanças, estruturais ou de pormenor, que possam fazer aproximá-lo dos padrões exigidos pela revista. Obviamente, o texto poderá também ser imediatamente aceite!
Para além de ficção, a revista irá também publicar resenhas, artigos, entrevistas, notícias e rubricas de opinião. E, para além da literatura, pretende adicionalmente abordar outras formas de criação que estejam ligadas ao género fantástico.
Como podem depreender pela ambição descrita acima, este será um caminho trabalhoso. Assim, planeamos lançar o primeiro número no segundo semestre de 2011. Até lá, contamos com a vossa participação, e opiniões, que podem ser endereçadas a trema.mag@gmail.com ou transmitidas no blogue trema-mag.blogspot.com, para que o projecto arranque da melhor forma.

Rogério Ribeiro e Sofia Vilarigues (e logotipo de Ana Baptista)